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Biometano: Caminho na Europa

By Agosto 31, 2026Noticia

Biometano: Caminho na Europa

O Biometano, uma fonte de energia renovável e sustentável é produzida através de resíduos orgânicos, ou seja, a sua produção é uma forma moderna de gestão de resíduos, transformando uma parte dos resíduos urbanos numa ferramenta contra as alterações climáticas.

Sendo idêntico ao gás natural na sua composição química, pode integrar perfeitamente as redes de gás já existentes, o que facilita a transição energética.

Em 2024, os países membros da União Europeia  produziram cerca de 22 mil milhões de metros cúbicos (232 TWh) de biogás, o que equivale a aproximadamente 7% da procura total de gás. No mesmo ano, a produção de Biometano atingiu os 5,2 mil milhões de metros cúbicos (54 TWh), refletindo o crescente aproveitamento do biogás para a produção de um gás renovável capaz de substituir diretamente o gás natural.

Assim sendo, o Biometano na Europa tem emergido como um componente vital na transição energética para uma economia mais sustentável e circular. O continente europeu é atualmente o maior produtor mundial de Biometano, com potencial significativo para expansão futura.

O objetivo da União Europeia é aumentar a produção de biometano de forma a descarbonizar a nossa economia, a aumentar a independência de combustíveis fósseis importados e reforçar a nossa segurança energética.

Biometano pode ser alternativa para reduzir a dependência europeia da importação de gás: o Plano AccelerateEU traz uma nova dinâmica

A Europa continua fortemente dependente da importação de gás. Apesar da sua aposta nos gases renováveis, 89% do gás que consumiu, em 2025, foi importado. Num contexto marcado pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente e pela volatilidade dos mercados energéticos, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de reforçar a produção interna de gases renováveis, como o Biometano. Essa dependência europeia de importações energéticas cria vulnerabilidades económicas e geopolíticas significativas. O Biometano surge como uma solução para a Europa atingir independência de fontes externas de forma a diminuir as importações de gases.

Assim, instituiu-se o Plano AccelerateEU, uma política energética implementada pela União Europeia tem como principais objetivos: Pôr fim à dependência de combustíveis fósseis, lidar com o aumento dos custos de energia e acelerar a transição para energias mais limpas. Através deste plano, a Europa pretende acelerar a transição para energia limpa, afastar-se dos combustíveis fósseis e garantir uma energia mais barata, segura e sustentável para consumidores e empresas da União Europeia.

As ações propostas no Plano AccelerateEU incluem o aumento da produção de energias renováveis, a eletrificação da indústria, dos transportes e dos edifícios, a modernização das infraestruturas energéticas e o reforço do investimento em tecnologias de baixo carbono.

Os recursos agrícolas e o Biometano

Neste contexto, o biometano assume um papel relevante por ser um gás renovável produzido a partir de resíduos orgânicos agrícolas, pecuário, urbanos e industriais, permitindo reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Além disso, pode ser integrado nas redes de gás existentes sem necessidade de grandes adaptações, contribuindo para a descarbonização de setores difíceis de eletrificar, promovendo simultaneamente a economia circular e valorização de resíduos.

Além disso, o Biometano pode transformar um passivo agrícola num ativo energético. Dá impulso à agricultura porque valoriza resíduos que nos dias de hoje são um problema e um custo. Para além de ser benéfico para o setor agrícola, é também bastante benéfico para a descarbonização, uma vez que quanto mais resíduos orgânicos usarmos na produção do biometano, mais estaremos a evitar a libertação do metano para a atmosfera.

Portugal tem forte potencial para a produção de Biometano

Portugal dispõe de um elevado potencial para a produção de biometano, graças à abundância de recursos agrícolas, florestais e de resíduos orgânicos. No entanto, à semelhança de outros países europeus, continua a desaproveitar uma importante oportunidade económica, energética e ambiental.

No último ano, na União Europeia (UE-27), o número de unidades de produção de Biometano aumentou de 1.489 para 1.774, o que corresponde a um crescimento de 19%. Nos países fora da EU, o crescimento foi significativamente mais moderado, passando de 189 para 201 unidades, o que equivale a cerca de 6%.

É neste contexto que a G3 | Go Green Gas desenvolve a sua atividade, contribuindo para a descarbonização do transporte pesado e para o reforço da autonomia energética de Portugal e da Europa, através da valorização do Biometano como alternativa renovável aos combustíveis de origem fóssil.

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