
Mobilidade Verde: as exigências legais que os transportes pesados já não podem ignorar
A mobilidade verde deixou de ser uma tendência, ou algo que ainda nos parece um futuro longínquo, para passar a ser uma exigência concreta no setor dos transportes. Impulsionada por metas europeias e nacionais de descarbonização, como por exemplo o Plano de Ação para o Biometano 2024-2040, a pressão sobre as empresas para reduzirem emissões de carbono é hoje mais real do que nunca.
A União Europeia definiu objetivos claros, que precisam de ser cumpridos pelas empresas, sendo o principal reduzir significativamente as emissões até 2030 e atingir a neutralidade carbónica até 2050. Com a Lei Europeia do Clima, estas metas tornaram-se juridicamente vinculativas, elevando o nível de exigência sobre todos os setores.
Na prática, estas novas leis já estão a mudar a forma como as empresas operam. Para cumprir esta meta climática, a União Europeia lançou um pacote ambicioso conhecido como “Fit for 55 in 2030”, introduzindo um conjunto de medidas que tornam a redução de emissões obrigatórias e mensuráveis.
Impacto nos transportes pesados
O setor dos transportes é atualmente um dos segmentos sob maior pressão. A introdução do novo sistema CELE2 (Regime de Comércio Europeu de Licença de Emissão, que atribui um custo direto ao carbono emitido) vai alargar esta lógica aos combustíveis utilizados nos transportes pesados, o que significa que as emissões passam a ter um impacto direto nos custos operacionais dos comercializadores de combustíveis. Ao mesmo tempo, este setor, juntamente com outros fora do regime atual, terão de reduzir emissões em cerca de 45% até 2030.
Neste contexto, a mobilidade verde torna-se essencial. No entanto, a transição não é igual para todos. Nos transportes pesados, a eletrificação ainda apresenta limitações claras, seja ao nível da autonomia, da infraestrutura ou da capacidade de resposta às exigências do dia a dia. É aqui que soluções como o biometano ganham um papel decisivo.
Biometano: Uma solução compatível com a realidade das empresas de transportes de pesados
Totalmente compatível com as infraestruturas existentes de gás natural, o biometano permite reduzir emissões de forma imediata, sem exigir mudanças disruptivas no dia-a-dia das empresas. Ao mesmo tempo, sendo produzido a partir de resíduos, contribui para uma lógica de economia circular e para a redução da dependência energética externa, um tema cada vez mais crítico num contexto de instabilidade global.
O Plano de Ação para o Biometano 2024-2040 vem reforçar esta direção, criando condições para acelerar a produção e utilização deste gás renovável em Portugal e aproximar o país das metas europeias.
Para as empresas do setor dos transportes, o desafio é claro: adaptar-se rapidamente a um enquadramento que já está em mudança, a um ritmo acelerado, sem comprometer a eficiência e a competitividade.
A G3 – Go Green Gas, parceira nesta transição, disponibiliza biometano para a mobilidade de transportes pesados que permitem reduzir a pegada carbónica das empresas de transportes de forma concreta e alinhada com as exigências regulatórias. Mais do que antecipar o futuro, trata-se de dar uma resposta ao presente.
A mobilidade verde já não é apenas uma tendência, é uma exigência. E as empresas que se adaptarem mais cedo serão as que vão liderar o futuro.
Fontes de informação:
Fit for 55: Delivering on the proposals – European Commission
Microsoft Word – Plano_Acao_Biometano_10 01
diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/41-2024-855593245


